mi amor

 Ella (pensando hacia él):

"Pensaba que contigo iba a envejecer... ¿Te acuerdas? Soñaba con ese futuro donde nuestras arrugas serían como mapas de todo lo que vivimos juntos."

Él (respondiendo desde la distancia):
"Yo también lo soñaba, mi amor. Pero parece que este mundo no estaba hecho para nosotros. Tal vez en otra vida, en otro universo, podamos tener esa oportunidad."

Ella:
"A veces miro el atardecer y te veo ahí, reflejado en cada tono anaranjado. Es como si me hablaras sin palabras, como si tus ojos todavía pudieran encontrarme."

Él:
"Y yo miro al cielo buscándote, esperando verte caer como una estrella fugaz. Pero sé que eres más que eso... Eres mi baile inolvidable, mi fiesta eterna."

Ella (con una sonrisa melancólica):
"Si alguien me ve triste, déjenme así. No quiero explicarles que soy culpable de extrañarte tanto. Esta tristeza también es parte de ti."

Él:
"Lo entiendo, porque yo tampoco no puedo olvidarte. No puedo borrarte, aunque lo intente. Tú me enseñaste a querer, a bailar, a sentir cada latido como si fuera único."

Ella:
"¿Sabes qué es lo más cruel? Que fui tan feliz contigo que ahora duele no tenerte cerca. Me enseñaste a amar sin medida, a entregarme por completo. Y eso, aunque duela, siempre será un regalo."

Él (suspirando):
"Es verdad. La vida es una fiesta que algún día termina, pero tú fuiste MI fiesta. Fuiste el ritmo perfecto, el abrazo que nunca quise soltar. Aún recuerdo cómo me mirabas, cómo me besabas... Cada segundo fue ardor puro."

Ella:
"¿Crees que hay algo después de esto? ¿Otro tiempo, otro lugar donde podamos estar juntos?"

Él:
"Lo creo, mi amor. Porque mientras uno está vivo, debe amar lo más que pueda. Y yo ya te amé tanto que sé que nos volveremos a encontrar. En esta vida o en la próxima."

Ella (cerrando los ojos):
"Entonces seguiré bailando sola, imaginando que tus manos me guían. Seguiré soñando contigo todas las noches, hasta que nuestros corazones vuelvan a latir juntos."

Él:
"Hasta entonces, mi diabla, mi ángel, mi loquita... Te llevo dentro de mí. Tu calor, tu olor, tu toque, tu piel, tu ardor... ¡Ahí, ahí, ahí! Vamo’ allá, donde sea que nos espere nuestro próximo baile."

Ella (susurrando):
"No te puedo olvidar, no te puedo borrar. Porque tú me enseñaste a querer... Y eso nadie me lo podrá quitar."

Él:
"Ni yo tampoco. Gracias por haber sido mi sol, mi luna, mi todo. Hasta pronto, mi amor."

Ela

Monólogo:

"Vixe Maria... De fato era pra ser a vida toda. Só que ele foi preguiçoso, gastador, procrastinador e lascivo enquanto precisávamos melhorar o diálogo e a relação. A gente tinha tanto potencial, sabe? Tanto amor guardado, tanta história pra contar, mas ele parecia sempre estar em outra frequência, em outro mundo. Não que eu fosse perfeita, longe disso, mas às vezes me perguntava se ele realmente queria crescer junto comigo ou se estava só... sei lá, se distraindo da vida.

A vida dele era sempre com algum mistério da sexualidade que não era compartilhado. Era como se ele carregasse segredos que nem ele mesmo entendia direito, mas que insistiam em ficar ali, entre nós dois, criando barreiras invisíveis. Eu tentava entender, juro que tentava, mas como você dialoga com algo que nem existe claramente? Como você enfrenta um fantasma que só aparece quando convém?

Uma vez, numa briga feia, eu soltei essa: 'Fica aí com o teu macaco pulando de galho em galho' – claro que não era sempre literal, porque na maioria das vezes o assunto era dele consigo mesmo. Ele rindo, se divertindo, zombando, como se estivesse acima de tudo, enquanto eu... eu estava ali embaixo da árvore, só esperando. Esperando ele cair. E sabia que ia cair, mais cedo ou mais tarde. E aí? Em cima do meu chifre de javali, né? Porque no fundo, por mais que eu reclamasse, eu ainda o amava. E isso me deixava furiosa! Amor e raiva andando lado a lado, como dois cachorros brigando pela mesma coleira.

Mas agora, pensando bem, será que eu também não estava esperando demais dele? Será que eu queria moldá-lo à minha imagem e semelhança, como se ele fosse uma obra inacabada que eu precisava terminar? Talvez eu tenha sido tão dura, tão exigente, que acabei empurrando ele ainda mais para aquela árvore, para aquele macaco saltitante que ele insistia em alimentar.

E se... e se agora eu estou pronta para curtir tal qual ele é? Sem tentar mudar, sem cobrar, sem esperar que ele desça da árvore no meu tempo? E se eu puder simplesmente sentar ao pé dessa árvore, olhar para ele lá em cima e dizer: 'Pode ficar aí, se quiser. Eu estou aqui embaixo, firme, te esperando – mas sem pressa. Quando você quiser descer, eu vou estar aqui. E se nunca quiser, tudo bem também. Eu aprendi a admirar sua liberdade, mesmo que ela me machuque às vezes.'

Porque, no fim das contas, talvez o amor não seja sobre transformar o outro no que a gente quer. Talvez seja sobre aceitar as folhas secas que caem da árvore, os galhos quebrados, os macacos que riem alto. Aceitar que ele é quem é, com suas imperfeições, seus mistérios e seus saltos. E eu sou quem sou, com minhas expectativas, minhas certezas e meus chifres de javali.

Talvez esteja na hora de parar de lutar contra o que não posso controlar. Quem sabe o amor verdadeiro seja exatamente isso: aprender a conviver com o outro – e consigo mesma – sem perder a ternura pelo caminho."



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