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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Amor perdido que ilumina

𝙋𝙧𝙞𝙢𝙚𝙞𝙧𝙤 𝘾𝙖𝙣𝙩𝙤 — 𝙌𝙪𝙚𝙧𝙤 𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙅𝙖́ 𝙁𝙤𝙞 Hector Othon Eu sei que te perdi. Mas não aceito. Não porque ainda sejamos, mas porque fomos. Porque havia um lugar que era meu. E agora não é. Dói ver que a vida seguiu sem me pedir licença. Que alguém chegou onde eu me ausentei e fez caber o que eu deixei cair. Eu quero não porque posso. Quero porque não posso mais. Quero como quem estica a mão para algo que já se partiu e chora porque ninguém devolve o tempo. Sei que não é amor maduro. É apego. Sofro — muito. Uma recusa silenciosa em aceitar a perda. Estou sofrendo. O buraco é profundo. Está insuportável. Olho para trás e me castigo: “se eu tivesse ficado”, “se eu tivesse visto”, “se eu tivesse cuidado”. Mas isso não traz de volta. Só aprofunda a insuportabilidade de sentir meu amado em outros braços. Eu não quero teu presente. Quero o meu passado. Quero o lugar que eu ocupava sem perceber. Dói não porque te amo, mas porque fui substituída ...